Líderes de TI enfrentam o desafio do trabalho híbrido

 

Conciliar virtualização da área de trabalho, produtividade e o engajamento de funcionários se tornou uma dor de cabeça para  (CIO) e outros líderes de TI, mas também uma prioridade.

 

Análise de Enrique Borges, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Mercado da Shure França.

 

 

Enrique Borges, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Mercado da Shure França

Enrique Borges, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Mercado da Shure França

Depois de passar por uma aceleração inédita desde que a crise de saúde teve início, a transformação digital está provando ser mais do que nunca uma questão crucial para o futuro das empresas, nacional e internacionalmente.

 

A necessidade de assegurar a continuidade dos negócios em meio a ciclos imprevisíveis de disponibilidade de escritórios e trabalho remoto é uma realidade enfrentada por departamentos de TI de empresas de todos os setores. Dada a situação em constante transformação, onde os departamentos de TI se encontram hoje?

 

Como eles estão se adaptando às mudanças impostas pelas ferramentas de comunicação unificada e quais são suas prioridades diante da nova organização do trabalho que está ganhando forma?

 

Ajustar-se para lidar com o boom de videoconferências

 

A atual situação imposta pela Covid-19 acelerou exponencialmente a adoção de teletrabalho e comunicação unificada. Sendo assim, os líderes de TI precisaram repensar seus métodos de trabalho em curtíssimos espaços de tempo. Após os primeiros anúncios governamentais, eles tiveram de definir plataformas seguras, em grande parte sem a ajuda de seus parceiros e integradores devido à falta de disponibilidade. No calor do momento, os líderes de TI concentraram seus esforços no acesso a sistemas de informação, confiando em soluções de comunicação unificada. Muitos funcionários se viram diante da necessidade de trabalhar de uma forma para outra com os mesmos equipamentos que tinham à disposição antes da crise. Tendo em vista o uso intensivo e diário de ferramentas de videoconferência, eles começaram muito rapidamente a notar as deficiências e insuficiências em termos qualidade e conforto.

Embora se mostrassem receptivos aos problemas de hardware relatados pelos usuários, departamentos de TI não podiam infelizmente prestar suporte imediato aos funcionários devido às exigentes demandas por definir novas infraestruturas e proteger o acesso a suas redes.

 

“Você já considerou as semelhanças entre um carro e uma solução de videoconferência? Ambos precisam ser escolhidos em função de como são utilizados. Por exemplo, um carro urbano pequeno é muito prático se não passamos muito tempo dirigindo ou viajando longas distâncias. Se alguém precisa viajar de Paris a Marselha uma vez por mês, essa deixa de ser uma boa opção. Mas vamos imaginar que você deva viajar 1.600 quilômetros todos os dias durante uma semana… Essa é a situação em que muitos funcionários se encontram hoje, forçados a lidar de forma repentina com as mesmas ferramentas de videoconferência e equipamentos que tinham antes da pandemia. É difícil continuar indo e vindo entre Paris e Marselha todos os dias. No longo prazo, o melhor é optar por um bom modelo sedã, que oferece confiabilidade e conforto na estrada.”

- Enrique Borges, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Mercado, Shure França.

 

 

A complexidade diante das restrições impostas pela pandemia

 

Muito poucas empresas puderam perceber a dificuldade e a complexidade de reorganizar salas de reunião e adaptar seus equipamentos audiovisuais segundo as restrições impostas pela Covid-19 (como salas com 50% de ocupação).

Imaginando que bastaria remover um assento ou dois, elas acabaram enfrentando dificuldades em matéria de requisitos tecnológicos com essa abordagem e precisaram criar urgentemente novas salas considerando as exigências de distanciamento social. Com isso, particularmente os departamentos de TI foram chamados para solucionar problemas relacionados com vídeo, áudio e — obviamente — TI.

 

A crescente conscientização sobre os desafios do áudio

 

É um fato: em videoconferências, se você não consegue ouvir seus colegas e não consegue ser ouvido por eles, a reunião simplesmente não pode acontecer. Ainda que o valor agregado do vídeo seja rapidamente percebido em uma reunião remota, o áudio é um aspecto muito mais complexo de captar, pois depende da sala (configuração, acústica, desenho) e de seus usuários. E ainda que seja essencial para os funcionários em termos de qualidade e conforto, o áudio é geralmente tratado como a última prioridade por gerentes de TI que estão apenas começando a lidar com essas questões.

Por muitos anos, profissionais e fabricantes do setor vêm promovendo a conscientização sobre a importância do áudio. Com o uso excessivo de ferramentas vinculado aos desafios impostos pela pandemia e o retorno de funcionários que trabalhavam anteriormente de forma remota, muitas empresas passaram a perceber as deficiências de suas instalações. A crise acabou confirmando em que medida a qualidade de áudio é uma prioridade em comunicações e reuniões.

 

Certificação e parceiros de tecnologia

 

O trabalho colaborativo se tornou um padrão em todas as áreas. Fomos de documentos compartilhados na nuvem ao universo do Teams em que, com algumas exceções, podemos passar o dia todo trabalhando. Softwares de colaboração se tornaram ferramentas essenciais para a adaptação ao desafio de manter a continuidade dos negócios.

A Microsoft contribuiu claramente para estabelecer o trabalho colaborativo em nosso cotidiano com todos os seus clientes utilizando a plataforma 365 da empresa. E, embora isso já tenha começado, amanhã passaremos ainda mais tempo em reuniões virtuais com nossos colaboradores e também com comunicação por mensagens instantâneas em lugar de e-mails.

A Microsoft se estabeleceu com sua plataforma Teams como a solução de referência para o trabalho colaborativo. Diante da necessidade de melhorar suas instalações audiovisuais, os líderes de TI descobriram a importância da certificação de equipamentos para assegurar a integração confiável e simplificada de soluções provenientes de diversos fabricantes.

Antes, a noção de parcerias entre marcas não estava muito presente no campo do audiovisual corporativo, mas isso mudou depois que o setor deu um passo gigante rumo ao mundo da TI. Na era da convergência entre AV e TI, integradores passaram rapidamente a conversar sobre conexões de computadores e redes, algo que estava fora de seu campo de conhecimento. Hoje, é preciso que os recursos de áudio — e de forma mais ampla, as marcas de equipamentos audiovisuais — ofereçam soluções que sejam interoperáveis.

 

Líderes de TI em busca de autonomia

 

Levar os funcionários de volta ao escritório é o grande desafio dos líderes de TI no mundo pós-pandemia, com o reconhecimento de que salas de reunião devem estar mais bem equipadas para assegurar a continuidade entre trabalho presencial e remoto, e — acima de tudo — oferecer aos funcionários real valor agregado ao facilitar suas vidas quando voltarem a seus escritórios.

Para isso, esses líderes devem mais do que nunca contar com experiência do usuário e certificação. Departamentos de TI têm um objetivo em comum: contar com funcionários satisfeitos e comprometidos com suas condições de trabalho, o que inclui equipamentos de boa qualidade e bem pensados. Ao mesmo tempo, os líderes de TI também estão buscando conquistar mais autonomia nas salas de reunião que gerenciam e entendem que podem encontrar soluções certificadas. É por isso que eles esperam agora que integradores lhes ofereçam soluções prontas para uso e fáceis de implementar.

Líderes de TI, que antes tinham medo desta segunda onda de contenção, pedem agora tranquilidade, autonomia e flexibilidade, maestria de soluções e a capacidade de atualizar uma sala por conta própria, todos considerados pré-requisitos essenciais. O próximo passo é ter autonomia suficiente para poder modificar ou modernizar suas salas de reunião sem precisar utilizar sistematicamente um integrador audiovisual, seja qual for o tipo e tamanho da sala.

Nesta situação de incertezas econômicas, encontrar o equilíbrio certo entre trabalho presencial e remoto não é mais uma dor de cabeça, mas um objetivo que só pode ser atingido adaptando-se às novas expectativas dos funcionários, sem sacrificar a necessidade da segurança de plataformas e das ferramentas de comunicação unificada utilizadas por qualquer organização.

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